Notice: Function _load_textdomain_just_in_time was called incorrectly. Translation loading for the related-posts-thumbnails domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /opt/bitnami/wordpress/wp-includes/functions.php on line 6131
A inflação mundial e o ‘free lunch’ das finanças VAI Investir - Portal de conteúdos de Investimentos e Educação Financeira
Skip to main content

Análise e Opinião

Análise e Opinião

A inflação mundial e o ‘free lunch’ das finanças

Por
Flavio Mattedi

A percepção da dinâmica econômica global ainda está atrelada aos choques e desdobramentos da pandemia. Os governos em geral lançaram mão dos chamados estímulos monetários e fiscais pelo brusco golpe que as economias do mundo sofreram.

Como consequência disso, as fissuras nas cadeias globais de produção e nos mercados geraram um quadro de alta inflação. Sabemos que a inflação atinge a muitos, principalmente os mais vulneráveis.

Contudo, nos últimos meses, uma medida que tem ecoado em inúmeros Bancos Centrais (BC’s) afora é a retirada gradual dos estímulos e a normalização das políticas monetárias face um ambiente de travas do crescimento econômico.

É nesse contexto que podemos perceber as movimentações dos Bancos Centrais e enxergar as previsões de modo factível. O Banco Central Europeu (BCE) começa a se mover na direção de subir os juros, seguindo o caminho já indicado pelo Federal Reserve (Fed).

Leia tambémConheça os melhores fundos de RF, RV e Imobiliários de 2021!

Um exemplo disso, tem sido os argumentos da presidente do BCE, Christine Lagarde, em que declara que a maior parte do avanço de preços se deve à alta dos custos de energia e de alimentos e às rupturas na cadeia produtiva global.

Em parte, Lagarde está correta. No entanto, alguns analistas têm se preocupado com o risco desses choques de oferta terem efeitos secundários na inflação. O mercado de trabalho está demorando a engrenar. Tal como cá, mas de forma mais amena, a taxa de desemprego na zona do euro atinge 7%. A consequência desse dado é a de que poderá alimentar reajustes reais de salários que superem os ganhos de produtividade.

Por outro lado, nos Estados Unidos os dados do mercado de trabalho, divulgados na sexta-feira (04), registraram a criação de 467 mil empregos. Isso porque os analistas contavam 150 mil vagas. Os rendimentos voltaram a subir e o desemprego subiu levemente de dezembro para janeiro (3,9% para 4% respectivamente).

Com os números na ponta do lápis, o risco de uma inflação de salários se torna mais palpável aos americanos. Por isso, há crescentes críticas de que o Fed está atrás da curva no processo de alta de juro.

As recentes notícias de desaceleração econômica da China também é um ingrediente importante e que impacta diretamente os países emergentes. O Brasil é um exemplo claro, pois apresenta uma situação fiscal frágil.

Veja aquiTesouro Direto: como receber o dinheiro no mesmo dia?

Além disso, a alta da inflação gerou o ponto de inflexão da política monetária, somadas às incertezas eleitorais, acrescentando ao prato principal a pimenta da volatilidade no mercado acionário.

O ganhador do Nobel, Harry Markowitz, traz um ponto extremamente relevante em sua Teoria Moderna de Portfólio e que cai como uma luva atualmente aos investidores brasileiros. Há 25 anos ele dizia que a diversificação é o único “free lunch” em finanças, já que traz a possibilidade de ampliação do retorno para um determinado nível de risco ou redução do risco para um determinado retorno.

Em outras palavras e sem falar “financês”, é importante, na montagem de carteiras diversificadas, aliar produtos descorrelacionados, pois é a melhor forma de obter resultados consistentes a longo prazo, mesmo em cenário turvos e de alta inflacionária.